
Depois é que conseguimos perceber o quanto era belo aquilo que não apreciamos.
Como caem as pétalas
As flores já murcharam em meu jardim;
Copo-de-leite cedeu à brisa
matutina invernal, penderam
Do cravo ao jasmim.
Girassóis já não brilharão
sob a luz da lua,
Duendes já não esconderão seus potes de ouro
nos findos arco-íris sobre a grama.
Somente a estranha flor permanece de pé
Desafiando este tempo glacial,
Sofrendo e soando sob estes beirais;
Já pálida, esquece-se da fraqueza das pernas.
Transpiram as janelas: faz frio lá fora.
No inverno, a sorte não afunda sementes.
Onde não posso volver a terra com uma colher,
E não posso livrar minhas flores da morte.
_Fabrício de Queiroz Venâncio
5 Comentários:
Gostei bastante.
parabens pelo blog, e pelo poema em especial.
rs. quase 'sonata de outono'
gostei muito!
ps: colé fabricio, me chamou de 'moça' no comentario que deixou, rs*
mas é MOÇO mesmo. e muito maiusculo! xD
Tão boa quanto os Grandes (poetas).
Acho que você está no caminho certo!
E pessoalmente, (uma poesia de "forma e conteúdo" que eu gosto, de fudê)
Abraços.
Outonamente belo! Me suscitou imagens fortes e singelas.. lindíssimo, moço!
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